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Menino diagnosticado com odontoma

Médicos removem 80 dentes da mandíbula de menino

 

Paciente foi diagnosticado com odontoma, tipo raro de tumor

RIO – A Índia mais uma vez é cenário de um episódio odontológico espantoso. Nessa sexta-feira, uma criança de sete anos de idade, teve 80 dentes removidos de sua mandíbula superior, após quase quatro horas de cirurgia no Hospital Maharaja Yeshwantrao (MY) na cidade de Indore, Madhya Pradesh.

Em julho, os médicos removeram 232 dentes da boca de um adolescente em uma única operação em Mumbai.

“O paciente tinha nos visitado há cinco dias com abscesso no maxilar superior. Após investigações médicas, foi diagnosticado um caso de odontoma. Planejamos a cirurgia e removemos 80 dentes após a eliminação de abscesso, que é raro em tenra idade”, disse o médico responsável Maheshwari ao “The Times of India”

Odontoma é um tipo raro de tumor que afeta a mandíbula ou as gengivas que há uma concentração de estruturas parecidas com dentes.Outro médico que trabalhou no caso, Ankit Khasgiwala, explicou que tecidos que formam dentes nessa quantidade não são comumente encontrados em crianças nessa faixa etária.

“Se o paciente tivesse nos visitado quatro anos mais tarde, ele teria desenvolvido pelo menos 200 dentes. A cirurgia é difícil nesses casos pelo fato de que a mandíbula se torna fraca, aumentando as chances de fraturas”, disse.

A mídia local chamou o menino de Vivek. Ele tinha, aparentemente, desenvolvido um tumor no lado esquerdo de sua boca e foi levado ao hospital MY após o tratamento em sua aldeia ter falhado em conseguir remediar sua situação.

 

Fonte: O Globo

Câmara amplia o Simples Nacional e
inclui os cirurgiões-dentistas

A aprovação foi unânime com 417 votos a favor

 

camara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7), em Brasília, unanimemente, com 417 votos, o texto base do Projeto de Lei Complementar 221/12, do deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), que universaliza o acesso do setor de serviços ao Simples Nacional (Supersimples), o regime de tributação das micros e pequenas empresas.

A grande importância para a classe odontológica foi a inclusão dos especialistas na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte, portanto os mesmos podem se beneficiar das facilidades anteriormente previstas na Lei Complementar 123/06, conhecida como Estatuto da Micro e Pequena Empresa.

Os cirurgiões-dentistas e outros mais de 140 segmentos que antes não eram contemplados, foram incluídos no sistema.  Ainda serão analisadas na próxima terça-feira, 19 emendas com propostas de alteração de texto, para que a versão final seja aprovada em definitivo.

As empresas que entrarem no regime especial de tributação apenas precisam estar dentro do critério de faturamento bruto (até R$ 3,6 milhões ao ano).

O PL ainda seguirá os trâmites no Congresso Nacional, indo à votação no Senado e à sanção presidencial antes de entrar em vigor.

 

Simples Nacional

O Simples Nacional consiste em um sistema de tributação que consolida diversos impostos federais (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e Contribuição Previdenciária Patronal), estaduais (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS) e municipais (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS).

 

Fonte: CROSP

ODONTOLOGIA DO SONO: ABORDAGEM ODONTOLÓGICA AOS DISTÚRBIOS DO SONO

ABORDAGEM ODONTOLÓGICA AOS DISTÚRBIOS DO SONO

Por Marco Aurélio Gouvêa Bomfim – CRO 21921

Medicina do Sono teve seu início há cerca de 50 anos, quando foi possível demonstrar, através de equipamentos específicos, que o corpo humano não fica totalmente desligado durante o sono e que esse é um rico momento fisiológico onde acontecimentos fundamentais à saúde têm o seu lugar. Como pontos marcantes, em 1929 o neuropsiquiatra alemão Hans Berger fez registros de eletrocilogramas em humanos e o registro gráfico resultante foi denominado eletroencefalograma ou EEG. Nos anos de 1937, 1938 e 1939, os fisiologistas americanos Loomis, Harvey e Hobart realizaram o primeiro estudo sistemático dos padrões eletroencefalográficos durante o sono humano. Em 1970 a Universidade de Stanford (Califórnia – EUA) criou o primeiro Centro do Sono.

 Através da Medicina do Sono, com participação recente da Neurociência, ficou ainda mais comprovada a importância do sono no ciclo diário de vida (ciclo circadiano) dos seres humanos e foram desvendadas as causas de alguns de seus distúrbios. Como alguns dos distúrbios do sono possuem sua origem em estruturas localizadas no trato respiratório superior, não tardou à Odontologia, juntamente com Psicólogos, Assistentes Sociais, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Biólogos, Biomédicos, Terapeutas Ocupacionais, Enfermeiros e profissionais da Educação Física, integrar a equipe multidisciplinar da Medicina do Sono que busca a conquista de um sono de alta qualidade fisiológica, rotineiramente chamado de “Sono Reparador” (não seria o sono dos justos?). Há cerca de 30 anos a Odontologia participa da Medicina do Sono oferecendo tratamento com excelentes resultados para os quadros clínicos de Bruxismo, Ronco, Apneia Obstrutiva do Sono e demais distúrbios associados.

bruxismo

Bruxismo é uma parafunção da musculatura mastigatória podendo ocorrer durante a vigília ou durante o sono, podendo ainda este último ser classificado como primário (ou idiopático) ou secundário (condições clínicas, retirada de drogas ou substâncias clínicas).  Quando o quadro clínico se dá durante o sono ele é chamado de bruxismo do sono (BS), do contrário é denominado bruxismo de vigília (BV). O bruxismo de vigília (BV) e o bruxismo do sono (BS) são considerados entidades diferentes por ocorrerem em estados fisiológicos distintos com diferentes etiologias e abordagens terapêuticas. O BS se manifesta através de ranger ou apertamento dentário, podendo estar associado ao despertar. Afetando de 3 a 20% da população adulta é reconhecido, atualmente, como um distúrbio de movimento relacionado ao sono. Vale lembrar que “alguém” paga o preço da parafunção: os dentes através do desgaste, o periodonto através da perda óssea e do abalo dentário ou a(s) ATM(s) através de inflamação e dor (são comuns as cefaleias matinais decorrentes do acúmulo de ácido lático por ser uma atividade anaeróbica). O Bruxismo possui causa multifatorial e é comum estarem relacionados stress físico, stress emocional, sobrecarga dos músculos mastigatórios, interferências oclusais e/ou patologias no trato respiratório superior.

Ronco é o nome dado ao barulho causado pela vibração de tecidos do trato respiratório no momento da passagem do ar, possuindo assim a classificação atual de distúrbio respiratório relacionado ao sono. Possui causas anatômicas (excesso de tecidos e/ou flacidez dos mesmos) e, atualmente, deixou de ser considerado apenas como um problema social e/ou familiar e tornou-se um alerta para diversos problemas futuros como a Apneia do Sono e suas consequências. O único estudo brasileiro existente sobre o ronco, realizado pelo Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, em 1995, mostra que antes dos 40 anos, 26,5% dos homens e 9% das mulheres roncam mais do que três vezes por semana. Depois dessa idade, possivelmente pela influência da menopausa ou do aumento de peso corpóreo, o número de mulheres quase triplica e passa para 25%, enquanto os homens chegam a 36% (Bagnato, 2008). É importante salientar que quem ronca está fazendo um esforço respiratório indesejado cerca de 20% maior do que o da respiração normal. Desta forma, o ronco promove superficialização do sono privando seus portadores dos benefícios indispensáveis do sono profundo (descanso da musculatura, consolidação da memória,  acontecimentos fisiológicos específicos como liberação de hormônios e outros).

Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é o nome dado à interrupção da respiração durante o sono, devido a uma obstrução total da passagem do ar pelos tecidos do trata respiratório por estarem estes em excesso e/ou  flácidos (no caso de obstrução parcial dá-se o nome de hipopneia), também sendo atualmente classificada como um distúrbio respiratório relacionado ao sono. Apresenta prevalência de 9% a 24% em homens e de 4% a 9% em mulheres na faixa etária de 30 a 60 anos. Em indivíduos com mais de 65 anos a prevalência aumenta para cerca de 65%. Quando as paradas respiratórias possuem mais de 10 segundos de duração estando ainda associadas à desoxigenação da corrente sanguínea e à sonolência diurna, é classificada comoSíndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e possui registro no Código Internacional de Doenças (CID-G47.3). Atualmente é considerada potencial causadora de problemas cardíacos (arritmias cardíacas, hipertensão, enfarto, AVCs e outros) por causar envelhecimento excessivo do sistema circulatório. Possui ainda consequências psíquicas, endocrinológicas e sociais.

A possibilidade de atuação da Odontologia é, exceto no caso do bruxismo, em distúrbios respiratórios do sono. Assim sendo, deve ser dada atenção especial às principais causas de obstrução total ou parcial do trato respiratório superior ou fatores de agravamento da mesma:

  • desvio de septo;

  • hipertrofia de cornetos;

  • hipertrofia adenoideana;

  • presença de pólipos;

  • hipertrofia amigdaliana;

  • quadros alérgicos;

  • assimetrias faciais;

  • problemas oclusais (verticais, transversais e horizontais).

Este é um dos momentos em que se constata a multidisciplinariedade dessa nova área de tratamento! A Odontologia pode oferecer possibilidade de tratamento através de orientações, correções ortodônticas, cirurgias e órteses, também conhecidas como aparelhos intra orais (AIOs). Os AIOs para tratamento dos distúrbios do sono podem ser para uma das arcadas, como no caso do Bruxismo (a arcada superior é a mais escolhida por oferecer  melhor retenção da órtese), ou para ambas como no caso do Ronco e da Apneia do Sono. Os AIOs para tratamento do Ronco e/ou AOS podem pertencer a quatro diferentes tipos, segundo seus mecanismos de ação (QUINTELA, 2002), podendo, atualmente, incorporar mais de um mecanismo para desobstrução da passagem do ar:

Tipo 1: Órteses retentoras de língua;

Tipo 2: Órteses elevadoras do palato mole;

Tipo 3: Aparelhos estimuladores do sistema proprioceptivo oral;

Tipo 4: Órteses de reposicionamento mandibular.

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Em relação ao tratamento da AOS com AIOs, estudos apontam para uma expectativa de sucesso de 70% nos casos apneia leve, 60% nos casos de apneia moderada e 40% nos casos de apneia grave. Fatores como IAH (índice de apneia/hipopneia), IMC (índice de massa corporal), sexo e retrognatismo mandibular, bem como capacidade de avanço da mesma, interferem na expectativa de sucesso. Através da experiência clínica de mais de 700 atendidos, obtive índices mais favoráveis em meu consultório e proponho a seguinte escala de procedimentos para o tratamento de ronco e/ou apneia obstrutiva do sono:

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Assim sendo, os dados atuais sobre a Abordagem Odontológica aos Distúrbios do Sonoa colocam como porta de entrada para novos pacientes nos consultórios odontológicos e ferramenta valiosa na busca pela melhoria da qualidade de vida da população.

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Marco Aurélio Gouvêa Bomfim – CD        CROMG 21921

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial

Especializado no tratamento dos Distúrbios do Sono

Fellow of Sleep Laboratory – Dalhousie University – Canadá

Presidente do I Simpósio de Odontologia do Sono de Minas Gerais

Presidente da Associação Mineira de Odontologia do Sono – AMOS

fone 55 (31) 3227.6443 (consult.)

mailto: marcoortodontia@oi.com.br

site: www.marcoortodontia.com.br


BIBLIOGRAFIA
BAGNATO, Maurício, 2008. Disponível em: <http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/15/artigo9239-1.asp> Acesso em: 21 fev. 2013.
BRANCO, Anete; FERRARI, Giesela Fleischer, WEBER, Silke Anna T.  Alterações orofaciais em doenças alérgicas de vias aéreas. Revista Paulista de Pediatria[online].vol.25, n.3, 2007.
Ceneviva, R, Silva GA, Viegas MM, Sankarankutty AK, Chueire FB. Cirurgia bariátrica e apnéia do sono. Medicina (Ribeirão Preto) 2006; 39 (2): 235-245.
MANCINI, Márcio C., ALOÉ, Flávio; TAVARES, Stella. Apneia do sono em obesos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, São Paulo, v. 44, n.1, 2000.
Thuler Eric Rodrigues, Dibern Ralph Silveira, Fomin Denílson S., Oliveira José Antônio A. Uvulopalatoplastia a laser – Análise comparativa da melhora clínica e dos critérios de indicação.  Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. v.68, n.2, São Paulo, Mar./Abr. 2002.
BIBLIOGRAFIA  RECOMENDADA
DAL FABBRO, Cibele; MAIA C. Jr, Cauby; TUFIK, Sérgio. A Odontologia na Medicina do Sono. 1a ed, Maringá. PR: Dental Press, 2012.

Fonte: ABORMG

Economia britânica prejudicada por problemas de saúde oral

por Ana Rita Costa 1 de Julho – 2013
Um estudo da Fundação Britânica de Saúde Oral realizado a nível nacional revelou que mais de 415 mil trabalhadores faltaram ao trabalho no último ano devido a problemas de saúde oral. Cerca de 1,1 milhões de pessoas admitiram faltar para resolver os problemas dentários dos filhos.
A Fundação estima que as empresas tenham perdido cerca de 36,6 milhões de libras no ano passado devido ao facto das pessoas faltarem ao trabalho para resolverem problemas dentários.
Outra investigação da mesma instituição descobriu que menos de um em cada dez trabalhadores recebeu informação dos seus patrões acerca da importância de manter uma boa saúde oral.
O Diretor Executivo da Fundação Britânica de Saúde Oral, Nigel Carter, acredita que se as empresas dessem importância ao bem-estar dentário dos seus colaboradores, como dão ao resto da saúde, poderiam reduzir as faltas inesperadas dos trabalhadores.
Para Nigel Carter “este estudo mostra um número significativo de pessoas que se veem obrigadas a faltar ao trabalho todos os anos devido a problemas de saúde oral completamente preveníveis. O que muitas empresas não percebem é que uma má saúde oral está a ligada a doenças graves como a diabetes, os AVC’s e os problemas cardíacos”.

Segurança da Copa das Confederações testará serviços para a Copa de 2014

Agentes públicos e da Fifa trabalharão para garantir o conforto dos cidadãos com uso de centrais itinerantes equipadas para ocorrências das mais diversas naturezas
Uma cerimônia simultânea nas seis sedes da Copa das Confederações marcou a entrega do Sistema Integrado de Comando e Controle de Segurança, que será usado nos megaeventos e ficará como legado para o País. O evento aconteceu nesta quinta-feira.
Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, que conheceu os equipamentos em Brasília, o evento contou ainda com a participação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participa na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, esteve em Belo Horizonte. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, em Salvador. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, em Fortaleza e o chefe do Cerimonial do Ministério da Defesa, coronel Pimentel, em Recife.
Um dos objetivos da Copa das Confederações é testar o funcionamento dos serviços ao cidadão para a Copa do Mundo, em 2014. Com as forças de segurança não será diferente: durante os jogos – que serão realizados entre 15 e 30 de junho em Salvador, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro – agentes públicos, privados e forças nacionais atuarão para garantir o conforto nos estádios e apoio aos torcedores e turistas.
“O Governo Federal está propondo uma integração inédita entre as forças de segurança no país. Policiamento, Defesa e Inteligência trabalhando de forma coordenada, observando o mesmo planejamento operacional”, destacou o diretor de operações da Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (Sesge), órgão do Ministério da Justiça, José Monteiro.
Nas partidas, a segurança se dividirá entre profissionais que cuidarão do patrimônio e os que atuarão para a resolução pacífica de conflitos e orientação do torcedor, chamados stewards. Já na entrada o público passará por uma revista pessoal e por uma inspeção digital que verifica se o cidadão tem histórico de violência em estádios. Líquidos, fogos de artifícios, sinalizadores, computadores pessoais ou tablets não serão permitidos pela organização.
Cada estádio deverá ter cerca de 2 mil agentes da FIFA e 300 policiais militares, que atuarão com o apoio de uma central de vigilância das câmeras espalhadas pelas arquibancadas e corredores. Estas imagens também devem chegar aos caminhões dos Centros Integrados de Comando e Controle Móveis (CICCM), organizados nos arredores dos estádios. As instalações itinerantes serão o principal modo de controle da torcida em pontos estratégicos das cidades e na entrada e saída dos jogos.
Ocupados por bombeiros, policiais militares, civis, federais e Defesa Civil, os Centros irão monitorar vídeos, identificar movimentos fora do padrão e acionar forças mais indicadas para resolução dos conflitos. As bases têm também infraestrutura para reuniões de urgência entre forças públicas articuladas.
Entregues pela Sesge, do Ministério da Justiça, aos estados que receberão os jogos da Copa das Confederações, os CICCM são orçados em até 3,5 milhões de reais, e poderão ser utilizados como mais uma estratégia pública de segurança após os jogos. Para a Copa de 2014, todas as cidades-sede terão dois Centros Integrados de Comando e Controle Móveis – São Paulo, Belo Horizonte e Rio de janeiro recebem três.
Policiais poderão ser acionados para atender notificações em estradas, aeroportos, pontos turísticos ou mesmo dentro dos estádios, se perceberem situações que ameaçam a segurança pública. Os hospitais também estarão conectados, e devem ser contatados rapidamente, se necessário.
Ao todo, serão R$ 1,9 bilhão investidos em segurança até 2014. O objetivo, diz Monteiro, é que ao fim dos Jogos Olímpicos de 2016, “a sociedade brasileira conte com atendimento diferenciado dos órgãos de segurança pública, fundamentado na eficiência e cidadania”.

Forças Armadas

Para garantir o fornecimento regular de serviços à população e fiscalizar movimentações suspeitas em fronteiras, nos espaços aéreos ou marítimos, as Forças Armadas montaram um esquema de atuação em dez setores estratégicos de defesa do Estado.
De acordo com o assessor para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid Júnior, as Forças Armadas irão utilizar 19 mil militares na Copa das Confederações, e devem dispor de uma reserva estratégica de 2,4 mil profissionais. “Os recursos alocados na lei orçamentária estão sendo liberados no prazo. As Forças Armadas serão usadas em ações preventivas ou em uma pronta resposta a graves contingências, se houver necessidade”, explicou.
Uma das mobilizações de prevenção, a Operação Ágata 7, encerrada em 5 de junho de 2013, reforçou a fiscalização das fronteiras terrestres e fluviais em todo o País. Mais de 25 mil militares controlaram os 16,8 mil quilômetros de fronteiras durante 19 dias. Segundo balanço divulgado, foram apreendidas 25.342 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe. Cerca de 267.600 veículos, 17.600 embarcações e 17 mil pedestres foram vistoriados. Desde o dia 6 de junho, a Operação Sentinela, da Polícia Federal, atua na manutenção do controle fronteiriço.
Outra frente das Forças Armadas é a defesa cibernética, que garante o fornecimento de água, energia elétrica, da radiofusão e dos sistemas de transporte. Como a distribuição desses serviços têm tecnologia digital, há grandes preocupações com ataques a softwares que garantem esses processos. Oitenta profissionais especializados fiscalizarão o funcionamento dessas redes durante o evento.
Mais 600 militares especializados farão o controle contra terrorismo nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. Cerca de R$ 60 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos e laboratórios que possam identificar agentes bacteriológicos e químicos como a ricina – toxina que em doses maiores que 500 mg pode levar a morte.
O plano da Força Aérea é disponibilizar 10 aviões no período de uma hora antes e até quatro horas depois dos jogos. As aeronaves irão sobrevoar os estádios ou estarão prontas para a decolagem. Cerca de 1.200 militares ficarão a postos em quartéis de cada uma das seis cidades, e 5 navios farão a escolta nas cidades de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza.
Até 2014, estão previstos cerca de R$ 900 milhões em recursos para as forças de autodefesa.

 

Fontes: Ministério da Defesa / Ministério da Justiça

Prevalência de sintomas osteomusculares entre trabalhadores de um Serviço de Nutrição Hospitalar em São Paulo, SP

Resumo

Objetivo: identificar a prevalência de sintomas osteomusculares entre trabalhadores de um serviço de nutrição de um hospital público. Método: estudo epidemiológico transversal com aplicação de questionários para 115 trabalhadores
(representando 89% do quadro de pessoal) do serviço de nutrição de um hospital de cardiologia, em São Paulo, em 2007. O instrumento utilizado foi baseado no Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares de Kuorinka et al. (1987) para identificação de dor ou desconforto relacionados ao trabalho, localização e tipo de queixa, além de caracterizar a frequência, a intensidade e a duração dos sintomas. Resultados: a média da idade dos trabalhadores foi de 37 ± 9,8 anos,  81% eram do sexo feminino, 58% possuíam Ensino Médio e o tempo médio de trabalho foi de 9,3 ± 7,5 anos em jornada de trabalho de 40 horas semanais. Do total de participantes, 89% referiram dor ou desconforto relacionados ao trabalho no último ano em membros inferiores (65%), ombros (55%), região lombar (39%), região cervical (37%), mãos/punhos/dedos (29%), coluna (28%), antebraço (28%) e cotovelos (10%). O movimento de andar e transportar carga foi a causa mais citada para os sintomas (31%). Conclusão: entre os trabalhadores do serviço, a prevalência de sintomas osteomusculares foi alta, principalmente nos membros inferiores e nos ombros. Recomendam-se novas pesquisas que incluam a avaliação do ambiente e das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores.

Fonte: RBSO

Diagnóstico do perfil de saúde e segurança no trabalho do Mercosul: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai

Este diagnóstico sub-regional se insere no âmbito de uma agenda de Trabalho Decente: segurança no emprego. É um primeiro passo para projetar uma estratégia para a implementação de um Programa Nacional de Trabalho Seguro em cada um dos países da sub-região a partir da perspectiva da OIT. Ele também serviu como entrada para o desenvolvimento da componente sobre as condições de trabalho, saúde ocupacional e segurança da Agenda Hemisférica da OIT 2006-2010. Os perfis dos países também são considerados uma ferramenta de gestão, através do qual você pode fazer atualizações ou revisões periódicas da implementação dos instrumentos da política em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e até mesmo da própria política, especialmente quando os perfis incluem os resultados da pesquisa e outros dados quantitativos.

Estabelece os perfis nacionais de SST como um estágio inicial e um contributo para o processo de desenvolvimento de programas nacionais de SST para dar apoio e orientação aos programas nacionais. O perfil consiste em um inventário de todas as ferramentas e recursos disponíveis no país para implementar e gerenciar a SST e é projetado de modo a fornecer os dados necessários para o estabelecimento de prioridades nacionais de ação para melhorar progressivamente e segurança em curso e saúde no local de trabalho.
Depois de concluído, esses perfis podem servir não só como base para a definição de prioridades para a ação, mas também como uma ferramenta para medir o progresso ao longo do tempo através de uma actualização regular. ’s profile é uma ferramenta dinâmica, que é enriquecido pela informação que é gerada pelo mesmo movimento que o mundo do trabalho e as atividades paralelas são estabelecidos para definir metas nacionais para a SST.
O desenvolvimento do diagnóstico sub-representado uma contribuição tripartite para ter uma visão geral sobre as condições de trabalho, a SST nos países da sub-região e, conseqüentemente, tem como objetivo tornar-se uma ferramenta de referência para apoiar a tomada de decisão de contribuir para o solução dos principais problemas nos perfis sub-região e do país complementa ou processo instrumento inicial com o desenho de perfis.Vários países já começaram a preparar perfis nacionais de SST e usá-los para desenvolver estratégias nacionais nesta área. Na América Latina está conduzindo perfis nacionais no Chile, Costa Rica, Nicarágua, México e Uruguai. Na Guatemala e República Dominicana projeto incluiu o desenvolvimento de um levantamento nacional das condições de trabalho, saúde ocupacional e segurança, com referência ao inquérito europeu.