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Menino diagnosticado com odontoma

Médicos removem 80 dentes da mandíbula de menino

 

Paciente foi diagnosticado com odontoma, tipo raro de tumor

RIO – A Índia mais uma vez é cenário de um episódio odontológico espantoso. Nessa sexta-feira, uma criança de sete anos de idade, teve 80 dentes removidos de sua mandíbula superior, após quase quatro horas de cirurgia no Hospital Maharaja Yeshwantrao (MY) na cidade de Indore, Madhya Pradesh.

Em julho, os médicos removeram 232 dentes da boca de um adolescente em uma única operação em Mumbai.

“O paciente tinha nos visitado há cinco dias com abscesso no maxilar superior. Após investigações médicas, foi diagnosticado um caso de odontoma. Planejamos a cirurgia e removemos 80 dentes após a eliminação de abscesso, que é raro em tenra idade”, disse o médico responsável Maheshwari ao “The Times of India”

Odontoma é um tipo raro de tumor que afeta a mandíbula ou as gengivas que há uma concentração de estruturas parecidas com dentes.Outro médico que trabalhou no caso, Ankit Khasgiwala, explicou que tecidos que formam dentes nessa quantidade não são comumente encontrados em crianças nessa faixa etária.

“Se o paciente tivesse nos visitado quatro anos mais tarde, ele teria desenvolvido pelo menos 200 dentes. A cirurgia é difícil nesses casos pelo fato de que a mandíbula se torna fraca, aumentando as chances de fraturas”, disse.

A mídia local chamou o menino de Vivek. Ele tinha, aparentemente, desenvolvido um tumor no lado esquerdo de sua boca e foi levado ao hospital MY após o tratamento em sua aldeia ter falhado em conseguir remediar sua situação.

 

Fonte: O Globo

Câmara amplia o Simples Nacional e
inclui os cirurgiões-dentistas

A aprovação foi unânime com 417 votos a favor

 

camara

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7), em Brasília, unanimemente, com 417 votos, o texto base do Projeto de Lei Complementar 221/12, do deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), que universaliza o acesso do setor de serviços ao Simples Nacional (Supersimples), o regime de tributação das micros e pequenas empresas.

A grande importância para a classe odontológica foi a inclusão dos especialistas na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte, portanto os mesmos podem se beneficiar das facilidades anteriormente previstas na Lei Complementar 123/06, conhecida como Estatuto da Micro e Pequena Empresa.

Os cirurgiões-dentistas e outros mais de 140 segmentos que antes não eram contemplados, foram incluídos no sistema.  Ainda serão analisadas na próxima terça-feira, 19 emendas com propostas de alteração de texto, para que a versão final seja aprovada em definitivo.

As empresas que entrarem no regime especial de tributação apenas precisam estar dentro do critério de faturamento bruto (até R$ 3,6 milhões ao ano).

O PL ainda seguirá os trâmites no Congresso Nacional, indo à votação no Senado e à sanção presidencial antes de entrar em vigor.

 

Simples Nacional

O Simples Nacional consiste em um sistema de tributação que consolida diversos impostos federais (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI e Contribuição Previdenciária Patronal), estaduais (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS) e municipais (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS).

 

Fonte: CROSP

O Tratamento do Ronco e da Apneia do Sono pelo Dentista

Dentistas vejam essas imagens. Olhe a posição da língua obstruindo ou não a via aérea superior oral. É o chamado índice de MALLAMPATI, imagem comum no dia a dia do dentista.Pode ser um sinal importante.Se a imagem for parecida com a 3 e 4 pergunte: “Você tem ronco noturno”?

Você poderá ajudar seu paciente a descobrir se é ou não apneico.


bocas

 

ODONTOLOGIA DO SONO: ABORDAGEM ODONTOLÓGICA AOS DISTÚRBIOS DO SONO

ABORDAGEM ODONTOLÓGICA AOS DISTÚRBIOS DO SONO

Por Marco Aurélio Gouvêa Bomfim – CRO 21921

Medicina do Sono teve seu início há cerca de 50 anos, quando foi possível demonstrar, através de equipamentos específicos, que o corpo humano não fica totalmente desligado durante o sono e que esse é um rico momento fisiológico onde acontecimentos fundamentais à saúde têm o seu lugar. Como pontos marcantes, em 1929 o neuropsiquiatra alemão Hans Berger fez registros de eletrocilogramas em humanos e o registro gráfico resultante foi denominado eletroencefalograma ou EEG. Nos anos de 1937, 1938 e 1939, os fisiologistas americanos Loomis, Harvey e Hobart realizaram o primeiro estudo sistemático dos padrões eletroencefalográficos durante o sono humano. Em 1970 a Universidade de Stanford (Califórnia – EUA) criou o primeiro Centro do Sono.

 Através da Medicina do Sono, com participação recente da Neurociência, ficou ainda mais comprovada a importância do sono no ciclo diário de vida (ciclo circadiano) dos seres humanos e foram desvendadas as causas de alguns de seus distúrbios. Como alguns dos distúrbios do sono possuem sua origem em estruturas localizadas no trato respiratório superior, não tardou à Odontologia, juntamente com Psicólogos, Assistentes Sociais, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Biólogos, Biomédicos, Terapeutas Ocupacionais, Enfermeiros e profissionais da Educação Física, integrar a equipe multidisciplinar da Medicina do Sono que busca a conquista de um sono de alta qualidade fisiológica, rotineiramente chamado de “Sono Reparador” (não seria o sono dos justos?). Há cerca de 30 anos a Odontologia participa da Medicina do Sono oferecendo tratamento com excelentes resultados para os quadros clínicos de Bruxismo, Ronco, Apneia Obstrutiva do Sono e demais distúrbios associados.

bruxismo

Bruxismo é uma parafunção da musculatura mastigatória podendo ocorrer durante a vigília ou durante o sono, podendo ainda este último ser classificado como primário (ou idiopático) ou secundário (condições clínicas, retirada de drogas ou substâncias clínicas).  Quando o quadro clínico se dá durante o sono ele é chamado de bruxismo do sono (BS), do contrário é denominado bruxismo de vigília (BV). O bruxismo de vigília (BV) e o bruxismo do sono (BS) são considerados entidades diferentes por ocorrerem em estados fisiológicos distintos com diferentes etiologias e abordagens terapêuticas. O BS se manifesta através de ranger ou apertamento dentário, podendo estar associado ao despertar. Afetando de 3 a 20% da população adulta é reconhecido, atualmente, como um distúrbio de movimento relacionado ao sono. Vale lembrar que “alguém” paga o preço da parafunção: os dentes através do desgaste, o periodonto através da perda óssea e do abalo dentário ou a(s) ATM(s) através de inflamação e dor (são comuns as cefaleias matinais decorrentes do acúmulo de ácido lático por ser uma atividade anaeróbica). O Bruxismo possui causa multifatorial e é comum estarem relacionados stress físico, stress emocional, sobrecarga dos músculos mastigatórios, interferências oclusais e/ou patologias no trato respiratório superior.

Ronco é o nome dado ao barulho causado pela vibração de tecidos do trato respiratório no momento da passagem do ar, possuindo assim a classificação atual de distúrbio respiratório relacionado ao sono. Possui causas anatômicas (excesso de tecidos e/ou flacidez dos mesmos) e, atualmente, deixou de ser considerado apenas como um problema social e/ou familiar e tornou-se um alerta para diversos problemas futuros como a Apneia do Sono e suas consequências. O único estudo brasileiro existente sobre o ronco, realizado pelo Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo, em 1995, mostra que antes dos 40 anos, 26,5% dos homens e 9% das mulheres roncam mais do que três vezes por semana. Depois dessa idade, possivelmente pela influência da menopausa ou do aumento de peso corpóreo, o número de mulheres quase triplica e passa para 25%, enquanto os homens chegam a 36% (Bagnato, 2008). É importante salientar que quem ronca está fazendo um esforço respiratório indesejado cerca de 20% maior do que o da respiração normal. Desta forma, o ronco promove superficialização do sono privando seus portadores dos benefícios indispensáveis do sono profundo (descanso da musculatura, consolidação da memória,  acontecimentos fisiológicos específicos como liberação de hormônios e outros).

Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é o nome dado à interrupção da respiração durante o sono, devido a uma obstrução total da passagem do ar pelos tecidos do trata respiratório por estarem estes em excesso e/ou  flácidos (no caso de obstrução parcial dá-se o nome de hipopneia), também sendo atualmente classificada como um distúrbio respiratório relacionado ao sono. Apresenta prevalência de 9% a 24% em homens e de 4% a 9% em mulheres na faixa etária de 30 a 60 anos. Em indivíduos com mais de 65 anos a prevalência aumenta para cerca de 65%. Quando as paradas respiratórias possuem mais de 10 segundos de duração estando ainda associadas à desoxigenação da corrente sanguínea e à sonolência diurna, é classificada comoSíndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e possui registro no Código Internacional de Doenças (CID-G47.3). Atualmente é considerada potencial causadora de problemas cardíacos (arritmias cardíacas, hipertensão, enfarto, AVCs e outros) por causar envelhecimento excessivo do sistema circulatório. Possui ainda consequências psíquicas, endocrinológicas e sociais.

A possibilidade de atuação da Odontologia é, exceto no caso do bruxismo, em distúrbios respiratórios do sono. Assim sendo, deve ser dada atenção especial às principais causas de obstrução total ou parcial do trato respiratório superior ou fatores de agravamento da mesma:

  • desvio de septo;

  • hipertrofia de cornetos;

  • hipertrofia adenoideana;

  • presença de pólipos;

  • hipertrofia amigdaliana;

  • quadros alérgicos;

  • assimetrias faciais;

  • problemas oclusais (verticais, transversais e horizontais).

Este é um dos momentos em que se constata a multidisciplinariedade dessa nova área de tratamento! A Odontologia pode oferecer possibilidade de tratamento através de orientações, correções ortodônticas, cirurgias e órteses, também conhecidas como aparelhos intra orais (AIOs). Os AIOs para tratamento dos distúrbios do sono podem ser para uma das arcadas, como no caso do Bruxismo (a arcada superior é a mais escolhida por oferecer  melhor retenção da órtese), ou para ambas como no caso do Ronco e da Apneia do Sono. Os AIOs para tratamento do Ronco e/ou AOS podem pertencer a quatro diferentes tipos, segundo seus mecanismos de ação (QUINTELA, 2002), podendo, atualmente, incorporar mais de um mecanismo para desobstrução da passagem do ar:

Tipo 1: Órteses retentoras de língua;

Tipo 2: Órteses elevadoras do palato mole;

Tipo 3: Aparelhos estimuladores do sistema proprioceptivo oral;

Tipo 4: Órteses de reposicionamento mandibular.

placas

Em relação ao tratamento da AOS com AIOs, estudos apontam para uma expectativa de sucesso de 70% nos casos apneia leve, 60% nos casos de apneia moderada e 40% nos casos de apneia grave. Fatores como IAH (índice de apneia/hipopneia), IMC (índice de massa corporal), sexo e retrognatismo mandibular, bem como capacidade de avanço da mesma, interferem na expectativa de sucesso. Através da experiência clínica de mais de 700 atendidos, obtive índices mais favoráveis em meu consultório e proponho a seguinte escala de procedimentos para o tratamento de ronco e/ou apneia obstrutiva do sono:

tratamento

Assim sendo, os dados atuais sobre a Abordagem Odontológica aos Distúrbios do Sonoa colocam como porta de entrada para novos pacientes nos consultórios odontológicos e ferramenta valiosa na busca pela melhoria da qualidade de vida da população.

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acidentes


Marco Aurélio Gouvêa Bomfim – CD        CROMG 21921

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial

Especializado no tratamento dos Distúrbios do Sono

Fellow of Sleep Laboratory – Dalhousie University – Canadá

Presidente do I Simpósio de Odontologia do Sono de Minas Gerais

Presidente da Associação Mineira de Odontologia do Sono – AMOS

fone 55 (31) 3227.6443 (consult.)

mailto: marcoortodontia@oi.com.br

site: www.marcoortodontia.com.br


BIBLIOGRAFIA
BAGNATO, Maurício, 2008. Disponível em: <http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/15/artigo9239-1.asp> Acesso em: 21 fev. 2013.
BRANCO, Anete; FERRARI, Giesela Fleischer, WEBER, Silke Anna T.  Alterações orofaciais em doenças alérgicas de vias aéreas. Revista Paulista de Pediatria[online].vol.25, n.3, 2007.
Ceneviva, R, Silva GA, Viegas MM, Sankarankutty AK, Chueire FB. Cirurgia bariátrica e apnéia do sono. Medicina (Ribeirão Preto) 2006; 39 (2): 235-245.
MANCINI, Márcio C., ALOÉ, Flávio; TAVARES, Stella. Apneia do sono em obesos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, São Paulo, v. 44, n.1, 2000.
Thuler Eric Rodrigues, Dibern Ralph Silveira, Fomin Denílson S., Oliveira José Antônio A. Uvulopalatoplastia a laser – Análise comparativa da melhora clínica e dos critérios de indicação.  Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. v.68, n.2, São Paulo, Mar./Abr. 2002.
BIBLIOGRAFIA  RECOMENDADA
DAL FABBRO, Cibele; MAIA C. Jr, Cauby; TUFIK, Sérgio. A Odontologia na Medicina do Sono. 1a ed, Maringá. PR: Dental Press, 2012.

Fonte: ABORMG

Odontologia do Trabalho e a Interdisciplinaridade da Saúde do Trabalhador

Dra Athina Bamihas e Dra. Maria Cristina Rocha Dias Lima

Uma das características da Revolução Industrial era o homem a serviço das máquinas. O colaborador ficava exposto a constantes riscos, enfrentando caldeiras, engrenagens mutiladoras e outros, sem que tivessem proteção e treinamento adequados. Entretanto, a indústria da época dependia dos resultados desses colaboradores, que por sua vez, dependiam das atividades operacionais, fazendo com isso, que os gerenciadores começassem a pensar sobre o bem estar do trabalhador como fator importante na produtividade da máquina e do próprio colaborador. Com isso, foi havendo a mudança de visão e começou a preocupação com a saúde do homem no trabalho, através da Medicina, da Enfermagem, da Engenharia de Segurança, da Psicologia e, posteriormente, da Fisioterapia e, atualmente, da Odontologia, cujo objetivo é agregar esforços às demais especialidades nos cuidados com a segurança, saúde e meio ambiente do trabalho.

A Odontologia do Trabalho é tão importante na empresa quanto as demais ciências da Saúde e Segurança do Trabalhador, pois a saúde começa pela boca, uma vez que esta é a porta de entrada dos alimentos e das doenças.

A evolução da humanidade expõe necessidades impostas pelo mercado altamente competitivo e crescente, exige profissionais multidisciplinares voltados para as áreas de gestão de serviços, produtos e pessoas, além do domínio de conhecimentos gerais das ciências da saúde. A Odontologia do Trabalho, portanto não fica restrita às atividades técnicas de execução assistencial, amplia suas ações com a integração às áreas afins da saúde do trabalhador.

A Odontologia do Trabalho visa promover, preservar e reparar a saúde do trabalhador consequente de agravos, afecções ou doenças adquiridas do exercício profissional  que se manifestam na boca e  no complexo maxilomandibular. Sem sombra de duvida, é verdade que grande proporção das doenças ocupacionais tem elevado índice de manifestações bucais, motivo pelo qual o Cirurgião Dentista do Trabalho deve estar preparado para diagnosticá-las, juntamente com o médico do trabalho e toda a equipe de saúde ocupacional.

“Das muitas vantagens de se prover ou facilitar a atenção odontológica a trabalhadores, observa-se, predominantemente, a melhora de seu bem estar físico, mental e social, o que provoca, como resultado, um significativo aumento do estímulo e da satisfação laboral, com a consequente redução do absenteísmo e  aumento da produtividade.  Mazzilli 2003”

Como função do Cirurgião Dentista do Trabalho no segmento ocupacional, podemos definir que suas atividades visam, essencialmente, propiciar a promoção, a proteção e preservação da saúde bucal do trabalhador. Entre as várias atribuições do especialista neste campo, podemos citar: a participação nos estudos realizados pela equipe multidisciplinar entre as quais:

  • participar de grupos que realizem inquéritos sanitários;

  • estudar as possíveis causas odontológicas que levam ao absenteísmo;

  • fazer levantamentos das doenças ocupacionais que envolvem o complexo maxilomandibular;

  • proceder estudos epidemiológicos e

  • coletar dados estatísticos de morbidade bucal dos trabalhadores, investigando, assim, possíveis relações com a atividade laboral;

  • manter cadastro atualizado, a fim de preparar informes legais e orientar ações e disposições sobre não-conformidades e não-adequações encontradas;

  • elaborar e executar plano e programas de promoção e proteção à saúde bucal dos empregados, buscando a eliminação, a diminuição ou o controle dos riscos existentes à saúde bucal no ambiente de trabalho, informando aos empregados e empregadores sobre os resultados obtidos, bem como as medidas necessárias para o seu controle;

  • realizar exame admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional.

O Cirurgião Dentista do Trabalho contribui para diminuir os problemas de saúde no ambiente corporativo, promovendo e mantendo o estado de saúde e bem-estar do trabalhador, sob os aspectos sociais, psicossomáticos que inibem e conduzem a traumas de efeitos diversos no complexo maxilomandibular. Pretende, ainda, protegê-lo no seu emprego, contra os riscos resultantes da presença de agentes físicos, químicos, mecânicos e biológicos prejudiciais à sua saúde.

Levantamentos e projetos realizados pela equipe multiprofissional (médico, cirurgião-dentista, engenheiro, enfermeiro e áreas afins) apresentam as possíveis causas que levam o absenteísmo; diagnosticando, prevenindo as doenças ocupacionais, lesões traumáticas que levam à estigmas, compatibilizando o empregado ao posto de trabalho através dos exames ocupacionais.

Os problemas bucais são identificados de acordo com o grau de risco, definido como sendo uma ou mais condições de uma variável, com potencial necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, perda de material em processo ou redução da capacidade de desempenho de uma função predeterminada.

Exemplos:

*  Grau 1 Verde, riscos físicos: ruídos, vibrações, frio e calor  observam-se alterações das Articulações Temporo Mandibulares – ATM e lesões nos lábios, sangramento gengival.

*  Grau 2 Vermelho, riscos químicos: poeira, fumos, névoas, gases observam-se alterações de cor, desgaste e perda mineral dos dentes, gengivite, periodontite, osteomielite, necrose, xerostomia.

 *  Grau 3 Marrom, riscos biológicos: vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos observam-se  lesões de cárie, gengivite e periodontite.

 *  Grau 4 Amarelo, riscos ergonômicos: esforço físico intenso, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, jornadas de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade observam-se prevalência de bruxismo, progressão da doença periodontal.

*  Grau 5 Azul, riscos de acidentes: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, iluminação inadequada, eletricidade  observam-se hemorragia da gengiva, xerostomia.

Observados os agravos e doenças bucais através dos exames ocupacionais, os trabalhadores são encaminhados e orientados sobre o tratamento específico com as respectivas especialidades odontológicas correlacionadas à doença previamente diagnosticada.

Ressaltamos que a Odontologia através da sua especificidade – Saúde Bucal do Trabalhador está inserida na interdisciplinaridade da saúde, segurança e meio ambiente do trabalho.

Publicado no OFM em focoOrtopedia Funcional dos Maxilares –  Publicação da ABOM – Associação Brasileira de Ortopedia dos Maxilares, Rio de janeiro, setembro 2010.

Economia britânica prejudicada por problemas de saúde oral

por Ana Rita Costa 1 de Julho – 2013
Um estudo da Fundação Britânica de Saúde Oral realizado a nível nacional revelou que mais de 415 mil trabalhadores faltaram ao trabalho no último ano devido a problemas de saúde oral. Cerca de 1,1 milhões de pessoas admitiram faltar para resolver os problemas dentários dos filhos.
A Fundação estima que as empresas tenham perdido cerca de 36,6 milhões de libras no ano passado devido ao facto das pessoas faltarem ao trabalho para resolverem problemas dentários.
Outra investigação da mesma instituição descobriu que menos de um em cada dez trabalhadores recebeu informação dos seus patrões acerca da importância de manter uma boa saúde oral.
O Diretor Executivo da Fundação Britânica de Saúde Oral, Nigel Carter, acredita que se as empresas dessem importância ao bem-estar dentário dos seus colaboradores, como dão ao resto da saúde, poderiam reduzir as faltas inesperadas dos trabalhadores.
Para Nigel Carter “este estudo mostra um número significativo de pessoas que se veem obrigadas a faltar ao trabalho todos os anos devido a problemas de saúde oral completamente preveníveis. O que muitas empresas não percebem é que uma má saúde oral está a ligada a doenças graves como a diabetes, os AVC’s e os problemas cardíacos”.

ODONTOLOGIA OCUPACIONAL

Autores: Athina Bamihas, João M. Giraldes Eli Guimarães e M. Cristina Dias 

RESUMO

A saúde integral no trabalho é fator preponderante nas organizações privadas, no tocante aos aspectos relacionados à sustentabilidade com segurança, qualidade e responsabilidade sócio ambiental.
Este trabalho tem por finalidade orientar os cirurgiões dentistas que trabalham em empresas sobre os fundamentos da odontologia ocupacional, sua formulação técnico-científica e os diversos aspectos da administração, estabelecendo conhecimento de tecnologia gerencial no campo da segurança, saúde e meio ambiente do trabalho, que tem peculiaridades bem marcantes face as permanentes mudanças e sua evolução sistemática, bem como a interface com problemas de ordem legal.
Fundamentado no Art. 7º da Constituição Federal que: “propiciar segurança e proteger a saúde das pessoas em seu trabalho, por meio da redução, da neutralização ou do controle dos riscos inerentes ao trabalho, são condições fundamentais para qualidade do trabalho, a preservação da vida dos trabalhadores e essencial para o desenvolvimento sustentado da Nação.”
Espera-se que o cirurgião-dentista com esta orientação auxilie a equipe multiprofissional na solução de situações no local de trabalho.
Palavras chaves: Odontologia Ocupacional,Sustentabilidade,Saúde Integral, Trabalho
ABSTRACT
Full health at work is the predominant factor in private organizations, as regards sustainable management-related aspects with security, quality and socio-environmental responsibility.
This work aims to guide dentists working in firms about the fundamentals of occupational dentistry, its technical-scientific formulation and the various aspects of administration, establishing knowledge management technology in the safety health and environment of work, and the interface with legal problems. Based on Art. 7 of the Federal Constitution: “provide security and protect the health of people in their work, through the reduction, or neutralization of risks of control, are fundamental conditions for quality of work, the preservation of the lives of workers and essential for the sustained development of the nation.”
It is expected that the dentist with this guideline assists the multiprofessional team in troubleshooting situations in the workplace.
Keywords: Occupational Dentistry, sustainable management, Integral health, Work
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          1.INTRODUÇÃO
A Odontologia Ocupacional possui uma abrangência transdisciplinar.  Relaciona as ações da saúde bucal com a saúde geral do trabalhador e suas interações no meio laboral, sob a legislação atual.
Participa, também, da organização e gerenciamento de benefícios de saúde e da auditoria dos serviços odontológicos próprios ou terceirizados. Relaciona-se com a Medicina do Trabalho, a Enfermagem do Trabalho, Engenharia de Segurança do Trabalho e outras áreas afins. Seu objeto de trabalho é a saúde ocupacional e a saúde integral do trabalhador.
           Os exames ocupacionais, tendo os seus princípios baseados de forma ordenada e sistemática, possibilitam abranger os riscos específicos para cada empresa e ou instituição, captando o maior número de informações relevantes para as atividades. Desta forma diminuem os riscos e conseqüências, aumentando a segurança e bem estar do trabalhador.
            Geram protocolos específicos que, ao longo do tempo e experiência, são readaptados às novas realidades, que os próprios exames ajudam a descobrir, assinalando a importância da dinâmica existente em cada meio laboral.
            Durante os exames ocupacionais, é imprescindível que, através da anamnese ocupacional, construa-se o perfil do trabalhador, quanto à sua jornada laboral pregressa (anterior à atual) devido aos quadros de morbidade que este pode trazer consigo, oriundos de exposição a riscos não detectados ou no desempenho das suas funções.
O histórico do trabalho é um dado importante para pesquisas, além de diagnosticar patologias pré-existentes.
           2. Bases Técnico-Científicas e Administrativas
           A epidemiologia é sustentada pelas informações obtidas pela semiologia. Com a devida avaliação das ocorrências e frequências dos eventos mórbidos e ou fatais, obtém-se o perfil de um determinado grupo e a verificação dos possíveis nexos causais.
            Através do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), estabelecido nas empresas, são recolhidos os dados que permitem a verificação das ocorrências no âmbito ocupacional, assim como a sua história clínica, individualizando o trabalhador, ao estabelecer diagnósticos precocemente e as relações de causa e efeito, criando protocolos para dispor de estratégias no controle dos fatores de risco e criando dados para a elaboração do Atestado de Saúde Ocupacional Odontológico – ASOO, contribuindo assim para promoção e prevenção da saúde bucal.
A anamnese ocupacional, como fator primordial para encaminhamento ao diagnóstico, deve ser aplicada de modo a estreitar a relação entre o trabalhador e o cirurgião-dentista.
Permite a identificação do trabalhador na sua relação saúde-doença, o conhecimento dos sinais e sintomas, o fechamento do diagnóstico, e facilita a orientação ao trabalhador, dentro do auto cuidado nas questões que abrangem a promoção e prevenção da saúde, até mesmo controle e proteção, inclusive para o encaminhamento à especialidade odontológica adequada.
Para um diagnóstico efetivo é necessária uma abordagem cuidadosa do profissional, sabendo ouvir, para, assim, conquistar a confiança do trabalhador. Este relacionamento entre as partes é um vínculo humanitário, porque este elo permite ao trabalhador expor suas necessidades sentidas de modo claro e objetivo, facilitando a colaboração do profissional que o assiste e favorecendo resultados em curto prazo.
Cabe ao cirurgião-dentista esclarecer ao trabalhador:
  • O tipo e objetivo do exame, o diagnóstico e os riscos à saúde bucal aos quais está sujeito, no desempenho da atividade, e também da responsabilidade deste para com a própria saúde.
  •  Quanto ao desenvolvimento de habilidades e atitudes pessoais favoráveis à saúde, onde a importância em divulgar informações sobre a educação e promoção da saúde bucal.
  • O desenvolvimento de espaços favoráveis à saúde abrange ações interdisciplinares e multidisciplinares.
A proteção ao meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais e o acompanhamento do impacto que as mudanças geram tornam-se valores no atuar profissional nas empresas.
3. Gerenciamento e Administração dos Programas de Odontologia Ocupacional
         As diretrizes da Odontologia Ocupacional envolvem diretamente as políticas de promoção e prevenção da saúde do trabalhador, e estão assim dispostas:
  • Desenvolver metas e seus cronogramas com respeito à saúde bucal e a prevenção de riscos;
  • Campanhas educativas em apoio à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
  • Análise documental pertinente à saúde bucal e seu envolvimento sistêmico;
  • Orientar os trabalhadores no que diz respeito às responsabilidades individuais e coletivas, no ambiente laboral, relativas à salubridade e o auto cuidado;
  • Preparar relatórios periódicos e analíticos para avaliação pela organização, do desempenho da saúde bucal do trabalhador.
           4. Saúde Bucal do Trabalhador.
4.1 Promoção & Prevenção
           De acordo com as diretrizes do Manual Técnico da Agência Nacional de Saúde Suplementar e o Ministério da Saúde, o termo auto cuidado vem sendo difundido, já que a promoção de saúde pressupõe o envolvimento de habilidades individuais, que levem a tomadas de decisões e opções favoráveis quanto à qualidade de vida e saúde
            Em função da organização e interessados, instruir e orientar os trabalhadores com relação às questões que envolvem a saúde/doença/meio ambiente . Usam-se todos os meios disponíveis para chamar a atenção sobre a importância da sua condição de responsabilidade na participação em acidentes de trabalho, doenças e atitudes proativas que atuam no aspecto tanto individual quanto coletivo.
                        4.2 Proteção
                           É uma atividade exercida de forma multidisciplinar com a Medicina Trabalho, Enfermagem do Trabalho, Engenharia de Segurança e outras especialidades afins, na perspectiva ambiental de identificar os fatores físicos,químicos,mecânicos, biológicos e psicológicos que atuam no desempenho das funções do trabalhador, nos processos de produção existentes.
                   Estão contidos, nesta parte, os exames odontológicos ocupacionais, admissionais, periódicos, mudança de função, retorno ao trabalho e demissionais. Existem ainda aqueles que contribuem para a monitoração, avaliação de doenças, estudos epidemiológicos e assistência nos casos de urgência e encaminhamento às especialidades afins.
4.3 Recuperação
                        Envolve atividades na ajuda da saúde do trabalhador em estado mórbido, para que este retorne em condições adequadas às funções laborais. Sua participação está direcionada ao ambiente ambulatorial e, junto com o setor responsável (Recursos Humanos), efetua acompanhamento externo, se necessário.
  4.4 Reabilitação
                  Avalia e acompanha o desempenho profissional do trabalhador em suas funções, anteriores ou novas, apoiado na legislação pertinente.
                       4.5 Ações Complementares
                As ações complementares são baseadas nos dados colhidos na trajetória e aplicação dos conhecimentos da Odontologia do Trabalho, de maneira a estabelecer parâmetros e indicadores, avaliando o desempenho das práticas nos programas e metas da saúde ocupacional.
     Esses dados norteiam as reformulações que necessárias. Dentro da epidemiologia clínica, desenvolve-se uma metodologia que obtenha dados de modo adequado, e que sua interpretação permita concluir se os meios de promoção e prevenção de saúde bucal são viáveis. Para tanto, se faz presente:
  • · Estabelecer um protocolo adequado para coleta de dados referentes à saúde bucal do trabalhador e que possa ser compartilhado com todas as especialidades médicas afins;
  • Capacitar, através de sistemas de educação continuada dentro da área de Odontologia do Trabalho, os envolvidos no processo ocupacional;
  • Colaborar com todos os setores da organização envolvidos na elaboração e aperfeiçoamento de critérios no setor de trabalho, e que venha acrescentar dados oportunos ao PCMSO, através do qual elabora-se o Atestado de Saúde Ocupacional Odontológico- ASOO.
            5. CONCLUSÃO
 A qualidade de vida no trabalho, expressão subjetiva criada para     caracterizar o bem-estar dos trabalhadores, em equilíbrio com o contexto ambiental, em seu sentido abrangente e geral, é o resultado da prática comum do bom senso na criação de um sentimento comum de cidadania para prevenção de valores no modo de viver e na preservação dos recursos naturais.
 A administração ou gerenciamento das condições de trabalho e dos riscos ocupacionais, inclui os cuidados no controle, promoção e prevenção das condições da saúde bucal do trabalhador, associados aos negócios da organização. Isso inclui a estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política da organização sustentável.
A vigilância da saúde do trabalhador, envolve a atuação contínua e sistemática, ao longo do tempo, no sentido de detectar, conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes e condicionantes dos riscos à saúde e à segurança do trabalho, relacionados aos processos e ambientes laborais, em seus aspectos tecnológico, social, organizacional e epidemiológico, com a finalidade de planejar, executar e avaliar as intervenções sobre esses aspectos de forma a reduzi-los e controlá-los
A odontologia ocupacional veio para contribuir com a medicina do trabalho e áreas afins a ausência de alterações na estrutura do organismo e a manutenção do equilíbrio das funções orgânicas do trabalhador em relação à ocupação e das condições em que o mesmo é realizado como resultado da adaptação do trabalho ao homem e de cada homem à sua atividade.
 Referência Bibliografia
 Agência Nacional de Saúde Suplementar. Promoção de Riscos e Doenças na Saúde Suplementar. 2ª Edição. Rio de Janeiro. ANS. 2007. p. 120-123, 125, 131.
Associação Brasileira de Odontologia do Trabalho. Diretrizes Gerais para o Exercício da Odontologia do Trabalho. 1ª Edição. Rio de Janeiro. ABOT 2010. 20p.
Conselho Federal de Odontologia. Capítulo VIII, Seção X, Odontologia do Trabalho, Art 67, 68 in: Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia, Resolução CFO63/2005. CFO. 2005. p17.
Souto, D. F.. Diretrizes Gerais para o Exercício da Medicina do Trabalho. Rio de Janeiro. Câmara Técnica de Medicina do Trabalho e Saúde do Trabalhador do CREMERJ. 2005. p 15-62.
Czeresnia, D.; Freitas, C.M. Promoção da Saúde- Conceitos, Reflexões, Tendências. Rio de Janeiro. FIOCRUZ. 2008. p49,51.
Filho, G.B. et Al. Bogliolo- Patologia Geral. 2ª Edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 1998. p 1, 2.
Guimarães,E. O Dentista do Trabalho e a          Empresa In: Odontologia Do Trabalho: Construção e Conhecimento, Silva, E.N.C.; Souza,I.M. Rio de Janeiro. Rubio. 2009. p 199-221.
Jorge, M. T.; Ribeiro, L. A.; Fundamentos para o Conhecimento Científico – Áreas de Saúde. São Paulo. CLR Balieiro. 1999. p 3.
Mendonça, M. H.; Segurança do Trabalho em estabelecimentos de Saúde. Rio de Janeiro. SINDHERJ. 2001. p9,14,25.. Neves, E.E.D.P. O Papel da Odontologia do Trabalho na Promoção da Qualidade de Vida do Trabalhador. Monografia para obtenção do título de especialista. Associação Brasileira de Odontologia-Reg.Niterói. Niterói. 2010. p16, 17.

Disfunção Têmporo-mandibular

Dra. Athina Luiza Bamihas

 

A DTM – Disfunção Temporo-mandibular é um termo utilizado para reunir um grupo de doenças que atingem os músculos faciais, mastigatórios, ATM-Articulação Temporomandibular e estruturas adjacentes.
A Articulação Têmporo-mandibular (ATM) faz a união da mandíbula com o crânio e é responsável por todos os movimentos da boca. Esta estrutura, quando apresenta algum problema, afeta, também, os músculos relacionados a ela. Este processo é chamado de DTM.
Os sinais e sintomas mais freqüentes são dor de cabeça, pescoço, ombros, dor na face, dor ou sensibilidade nos dentes, dor retrocular, estalidos e/ou dor próximo à região do ouvido, dificuldade para falar, mastigar, bocejar, engolir alimentos, dormência nos braços, zumbidos, vertigem, e limitação dos movimentos da mandíbula.
Disfunção-Temporo-mandibularCom relação à incidência, estatisticamente, sabemos que 33% das pessoas afetadas por dores orofaciais crônicas têm como causa DTM. Nos Estados Unidos, por causa desta disfunção, a cada ano, são perdidos 17,8 milhões de dias de trabalho para cada grupo de 100 milhões de trabalhadores.
Atualmente, os tratamentos têm sido mais conservadores, evitando-se métodos invasivos. Estas disfunções podem ser tratadas de forma multidisciplinar, associando, Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia, Reabilitação Oral e ajuste oclusal com Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicoterapia, Acupuntura e medicamentos. Como método invasivo, temos as cirurgias. As pesquisas têm avançado muito nesse campo e estão cada vez mais precisas, com isso tem nos proporcionado terapias mais eficazes.
A eficácia e a resposta ao tratamento dependem do estágio de desenvolvimento e evolução da doença, da conscientização do paciente para seguir todas as recomendações, da capacidade individual de resposta e reparo tecidual e de vários outros fatores.
Quando não é tratado, o problema tende a se agravar, com aumento da duração, freqüência e intensidade da dor. Nesse momento, pode existir o comprometimento das funções a ponto do paciente ter limitações nos movimentos da boca e estruturas adjacentes. A articulação com trauma contínuo pode, também, sofrer processo degenerativo.
Nos dias atuais, devido ao grande estresse, as pessoas vem somatizando, desenvolvendo cada vez mais problemas musculares por tensão. É uma patologia que merece uma atenção especial, pois traz outras conseqüências, e exige que os profissionais da área de saúde, em especial da Medicina e da Odontologia, estejam capacitados para identificar, diagnosticar e encaminhar seus pacientes a especialistas, para que a disfunção seja devidamente tratada.
Direcionar o indivíduo para o tratamento adequado é uma das funções da Odontologia do Trabalho.

Para que fazer Tratamento Ortodôntico ou Ortopédico Funcional?

Dra. Athina Luiza Bamihas
A função do Tratamento Ortodôntico, seja ele através da Ortodontia Fixa ou da Ortopedia Funcional dos Maxilares, não é só de corrigir a posição dos dentes pra fins estéticos, mas sim de devolver a correta oclusão, com uma mastigação adequada e as funções de respiração e fonação também em harmonia.
A aparatologia pode ser fixa ou móvel, dependendo da avaliação do Profissional e do caso do paciente.
aparelho_removiveisOs aparelhos Ortopédicos Funcionais são os removíveis, e podem ser usados na infância, na adolescência e na fase adulta. Eles atuam em dentes, ossos e músculos; ajudam no crescimento e no desenvolvimento.
Os aparelhos fixos, são compostos de bráquetes colados aos dentes. São indicados quando é necessária uma movimentação maior dos dentes nas três dimensões. Normalmente, é usado na fase da adolescência e na fase adulta.
Um tratamento ortodôntico leva em média leva 2 (dois) anos.Tempo este que pode variar para mais ou para menos, dependendo do caso, da idade e da freqüência de uso do aparelho pelo paciente.
Não existe impedimento, ou idade limite para o uso de aparelho. A condição para usar aparelho está na saúde geral e, especialmente, na saúde óssea dos maxilares. A limitação pode ocorrer em qualquer idade. É importante lembrar que os aparelhos ortodônticos e ortopédicos, necessitam de alguns cuidados com a alimentação, e requerem uma boa higienização.
A Ortopedia Funcional dos Maxilares – OFM, tem como objetivo, promover a mudança de postura da mandíbula, dos músculos, língua, lábios, dentes e articulações temporomandibulares – ATMs, conseqüentemente formando “Novas Memórias” relativas à postura e função dessas estruturas, em etapas, corrigindo por meio desses estímulos as desarmonias crânio-faciais.
A OFM, também atua nos desequilíbrios ósseos, musculares, alinhamento dos dentes e problemas das articulações. O tratamento não causa dor e, normalmente, é feito sem extração de dentes.
Estes aparelhos produzem estímulos na rede de neurônios sensoriais da cavidade oral, que levam a mensagem até o sistema nervoso central que, por sua vez, responde através do remodelamento das estruturas ósseas, readaptando a musculatura para uma nova e correta postura.
Assim, tanto a estética da facial como as funções exercidas pela boca são restabelecidas, trazendo de volta o equilíbrio do sistema estomatognático.
Como exemplo de problemas que podemos tratar com a OFM, temos: apnéia do sono, bruxismo (ranger de dentes durante o sono), dores de cabeça, zumbido, dor de ouvido, dores na face ou nos maxilares, queixo proeminente, dentes tortos, dentes apinhados, mordida aberta (dentes que não se tocam), dentes para frente ou para trás, mordida cruzada na região posterior ou anterior, lábios que se mantém abertos, língua entre os dentes da frente, respiração bucal, ronco….
Temos inúmeras indicações para tratamento. O importante é procurar um profissional qualificado, para que seja efetuado corretamente, lembrando ,sempre, que cada caso é um caso, e tem que ser avaliado individualmente.

Segurança da Copa das Confederações testará serviços para a Copa de 2014

Agentes públicos e da Fifa trabalharão para garantir o conforto dos cidadãos com uso de centrais itinerantes equipadas para ocorrências das mais diversas naturezas
Uma cerimônia simultânea nas seis sedes da Copa das Confederações marcou a entrega do Sistema Integrado de Comando e Controle de Segurança, que será usado nos megaeventos e ficará como legado para o País. O evento aconteceu nesta quinta-feira.
Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, que conheceu os equipamentos em Brasília, o evento contou ainda com a participação do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que participa na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, esteve em Belo Horizonte. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, em Salvador. O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, em Fortaleza e o chefe do Cerimonial do Ministério da Defesa, coronel Pimentel, em Recife.
Um dos objetivos da Copa das Confederações é testar o funcionamento dos serviços ao cidadão para a Copa do Mundo, em 2014. Com as forças de segurança não será diferente: durante os jogos – que serão realizados entre 15 e 30 de junho em Salvador, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro – agentes públicos, privados e forças nacionais atuarão para garantir o conforto nos estádios e apoio aos torcedores e turistas.
“O Governo Federal está propondo uma integração inédita entre as forças de segurança no país. Policiamento, Defesa e Inteligência trabalhando de forma coordenada, observando o mesmo planejamento operacional”, destacou o diretor de operações da Secretaria Extraordinária de Segurança de Grandes Eventos (Sesge), órgão do Ministério da Justiça, José Monteiro.
Nas partidas, a segurança se dividirá entre profissionais que cuidarão do patrimônio e os que atuarão para a resolução pacífica de conflitos e orientação do torcedor, chamados stewards. Já na entrada o público passará por uma revista pessoal e por uma inspeção digital que verifica se o cidadão tem histórico de violência em estádios. Líquidos, fogos de artifícios, sinalizadores, computadores pessoais ou tablets não serão permitidos pela organização.
Cada estádio deverá ter cerca de 2 mil agentes da FIFA e 300 policiais militares, que atuarão com o apoio de uma central de vigilância das câmeras espalhadas pelas arquibancadas e corredores. Estas imagens também devem chegar aos caminhões dos Centros Integrados de Comando e Controle Móveis (CICCM), organizados nos arredores dos estádios. As instalações itinerantes serão o principal modo de controle da torcida em pontos estratégicos das cidades e na entrada e saída dos jogos.
Ocupados por bombeiros, policiais militares, civis, federais e Defesa Civil, os Centros irão monitorar vídeos, identificar movimentos fora do padrão e acionar forças mais indicadas para resolução dos conflitos. As bases têm também infraestrutura para reuniões de urgência entre forças públicas articuladas.
Entregues pela Sesge, do Ministério da Justiça, aos estados que receberão os jogos da Copa das Confederações, os CICCM são orçados em até 3,5 milhões de reais, e poderão ser utilizados como mais uma estratégia pública de segurança após os jogos. Para a Copa de 2014, todas as cidades-sede terão dois Centros Integrados de Comando e Controle Móveis – São Paulo, Belo Horizonte e Rio de janeiro recebem três.
Policiais poderão ser acionados para atender notificações em estradas, aeroportos, pontos turísticos ou mesmo dentro dos estádios, se perceberem situações que ameaçam a segurança pública. Os hospitais também estarão conectados, e devem ser contatados rapidamente, se necessário.
Ao todo, serão R$ 1,9 bilhão investidos em segurança até 2014. O objetivo, diz Monteiro, é que ao fim dos Jogos Olímpicos de 2016, “a sociedade brasileira conte com atendimento diferenciado dos órgãos de segurança pública, fundamentado na eficiência e cidadania”.

Forças Armadas

Para garantir o fornecimento regular de serviços à população e fiscalizar movimentações suspeitas em fronteiras, nos espaços aéreos ou marítimos, as Forças Armadas montaram um esquema de atuação em dez setores estratégicos de defesa do Estado.
De acordo com o assessor para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid Júnior, as Forças Armadas irão utilizar 19 mil militares na Copa das Confederações, e devem dispor de uma reserva estratégica de 2,4 mil profissionais. “Os recursos alocados na lei orçamentária estão sendo liberados no prazo. As Forças Armadas serão usadas em ações preventivas ou em uma pronta resposta a graves contingências, se houver necessidade”, explicou.
Uma das mobilizações de prevenção, a Operação Ágata 7, encerrada em 5 de junho de 2013, reforçou a fiscalização das fronteiras terrestres e fluviais em todo o País. Mais de 25 mil militares controlaram os 16,8 mil quilômetros de fronteiras durante 19 dias. Segundo balanço divulgado, foram apreendidas 25.342 toneladas de maconha e 657 quilos de cocaína, crack e haxixe. Cerca de 267.600 veículos, 17.600 embarcações e 17 mil pedestres foram vistoriados. Desde o dia 6 de junho, a Operação Sentinela, da Polícia Federal, atua na manutenção do controle fronteiriço.
Outra frente das Forças Armadas é a defesa cibernética, que garante o fornecimento de água, energia elétrica, da radiofusão e dos sistemas de transporte. Como a distribuição desses serviços têm tecnologia digital, há grandes preocupações com ataques a softwares que garantem esses processos. Oitenta profissionais especializados fiscalizarão o funcionamento dessas redes durante o evento.
Mais 600 militares especializados farão o controle contra terrorismo nas seis cidades-sede da Copa das Confederações. Cerca de R$ 60 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos e laboratórios que possam identificar agentes bacteriológicos e químicos como a ricina – toxina que em doses maiores que 500 mg pode levar a morte.
O plano da Força Aérea é disponibilizar 10 aviões no período de uma hora antes e até quatro horas depois dos jogos. As aeronaves irão sobrevoar os estádios ou estarão prontas para a decolagem. Cerca de 1.200 militares ficarão a postos em quartéis de cada uma das seis cidades, e 5 navios farão a escolta nas cidades de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza.
Até 2014, estão previstos cerca de R$ 900 milhões em recursos para as forças de autodefesa.

 

Fontes: Ministério da Defesa / Ministério da Justiça